voltar ao blog

Você vive o seu Dharma?

17 de maio de 2018 Artigos

Ontem participei de uma Conferência e Cerimônia com o monge nepalês Drupon Lama Dorje.

Ele, que passou 25 anos estudando em monastérios tibetanos, recebendo ensinamentos de filosofia, rituais budistas, mandalas, astrologia e medicina tibetana, 4 anos em um retiro silencioso para receber o título de lama (professor), agora trabalha ajudando as pessoas a expandirem o seu dharma.

Por alguma razão que a sincronicidade do Universo explica, fui convidada para estar lá, senti o chamado e, curiosa e intuitiva que sou, fui.

Inicialmente, o convite era para participar de uma palestra com ele e, depois, de uma cerimônia de abundância. Mas, durante a sua palestra, ficou claro pra mim o real motivo de eu estar lá: entender que eu estou vivendo o meu dharma e que ele não é uma chave que muda da noite para o dia, mas um processo interno e contínuo que se consolida dia após dia.

Para quem não sabe, a palavra dharma, em sânscrito, significa a lei verdadeira, aquilo que rege a vida, o Universo e a nossa verdade universal. Sim, porque simplesmente não existe separação entre você e o Universo.

O dharma também se relaciona com o nosso propósito, o nosso servir para o mundo. A grande questão é que muitas pessoas ainda não descobriram o seu dharma ou o seu propósito, porque estão buscando fora o que só pode ser encontrado dentro.

Para o Lama, o dharma não pode estar separado da vida, ele é a vida, é amor e, sempre quer servir o outro.
O Lama também falou de outros aspectos importantes para conquistarmos a nossa abundância e felicidade. Pediu para que observássemos o nosso ciclo de dar e receber (não receber mais do que dar e não dar mais do que receber); para que nesse ano 8 no budismo, cujo elemento norteador é a terra, que focássemos nossa atenção em um plantio saudável e intencionado, para que os frutos do nosso plantio sejam prósperos e ligados à nossa essência.

Aliás, ele deu duas das mais bonitas definições que ouvi recentemente sobre essência e confiança. Falou que essência é quando estamos totalmente desligados da mente e, ao mesmo tempo temos consciência das nossas ações e agimos com autoresponsabilidade. E, que ter confiança no Universo é a ausência de medo, é fazer a sua parte e acreditar que o Universo, abundante que é, colocará o chão embaixo. Ele disse: “Faça a sua parte que o Universo o apoiará”.

Ele falou também que a base de todo sofrimento do mundo é o egoísmo e que precisamos estar atentos aos pequenos egoísmos para que eles não cresçam e transformem as nossas relações, porque afinal, não levaremos nada dessa vida. E que, para mudarmos o sofrimento, devemos despertar o amor e a compaixão que já existem em nós, já que eles são a causa da felicidade.

Por fim, ele falou que precisamos aprender a nos amar e a não nos auto-enganar, porque quando fazemos isso com nós mesmos, fazemos isso também com os outros.

Depois da sua palestra e de tirar dúvidas dos presentes, ele iniciou a cerimônia de abundância, abençoando os nossos pedidos.
Saí de lá com uma paz inexplicável e com 2 grandes certezas: a de que estou cumprindo o meu dharma, que é o de ajudar outras pessoas a também encontrarem os seus e os manifestarem em benefício do mundo e; a de que o Universo está sempre cuidando de mim de forma abundante, respondendo aos meus mundanos questionamentos e aquietando o meu coração com suas respostas sempre compreendidas pelo meu coração.

A grande pergunta que eu te faço, depois da incrível experiência de ontem é: Você vive o seu dharma? Se a sua resposta foi “Não”, ou “Ainda não”, vem comigo, que eu vou te ajudar. Acesse a página www.julianacaribe.com.br/salto e inscreva-se no Salto!, o curso que te proporcionará a viagem mais importante da sua vida: a interna.

Com amor.


voltar